O que é DPOC?

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido anormalidades das vias aéreas como bronquite, bronquiolite e/ou alvéolos, como o enfisema, que causam obstrução ao fluxo de ar persistente, frequentemente progressiva, do fluxo aéreo.1

FATORES DE RISCO2

Poluição atmosférica

Fatores genéticos

Queima de biomassa

Tabagismo (ativo ou passivo)

Exposição ocupacional

Envelhecimento

Como é viver com DPOC

Veja relatos de pacientes que convivem com esta condição

Epidemiologia

NO MUNDO

Aproximadamente 392M em todo o mundo são afetados pela DPOC correspondendo a 3º causa de morte. 2

NO BRASIL

  • Aproximadamente 14 milhões de pessoas acima de 40 anos têm DPOC3,4, sendo a quinta principal causa de morte no Brasil.5
  • Estima-se que 70% dos pacientes com DPOC possam estar sem diagnóstico.6

QUADRO CLÍNICO2

A principal característica da DPOC é a limitação do fluxo aéreo que é provocada pela inflamação dos pulmões e perda da arquitetura alveolar.8

QUADRO CLÍNICO DO PACIENTE2

  • Dispnéia: persistente, progressiva e piora com exercícios
  • Tosse crônica: seca ou produtiva, persistente ou intermitente
  • Tabaco: 8 em cada 10 casos de DPOC são causados pelo cigarro9
  • Exposição ocupacional
  • Fatores pessoais: genéticos, anormalidades no desenvolvimento, quadros infecciosos
  • Sibilância recorrente
  • Infecções recorrentes

Pacientes com DPOC sintomática estão em risco de exacerbação, o que
aumenta seu risco para futuros eventos cardiopulmonares.11

EXACERBAÇÕES

A exacerbação é uma piora aguda dos sintomas que vai além da variação diária, caracterizada por:2

  • Aumento da expectoração da secreção (volume)
  • Piora da tosse (frequência)
  • Piora da falta de ar (dispnéia) / sibilos
  • Pode ser acompanhado por febre
  • Ausência de alterações significativas de exames laboratoriais e/ou imagem

Cerca de metade das exacerbações não são percebidas pelo paciente, apesar da piora dos sintomas e condição de saúde.10

As exacerbações podem ser classificadas como: 14

LEVE

Manejada em casa, com doses adicionais de SABA

MODERADO

Uso de corticoide oral +/- antibiótico

GRAVE

Procura de serviço de urgência/ emergência ou hospitalização

Nos primeiros 10 dias após uma exacerbação moderada, existe um risco aumentado de infarto e de AVC.13

2X MAIS RISCO

de IAM nos primeiros 5 dias após a exacerbação.4

2X MAIS RISCO

de IAM nos primeiros 5 dias após a exacerbação.4

classificação

GOLD 2024 / Adaptado de Celli et al (2022) e Stolz et al (2022)

DIAGNÓSTICO

01. Avaliação dos fatores de risco2

  • Tabagismo
  • Outras fontes de queima de biomassa
  • Subdesenvolvimento pulmonar na infância
  • Histórico familiar de DPOC/Enfisema
  • Exposição a gases, fumaça, produtos químicos ocupacionais

2. Avaliação dos SINTOMAS2

  • Dispnéia, tosse, sibilância
  • Infecções respiratórias baixas recorrentes

3. Confirmação funcional2

  • Espirometria com obstrução persistente ao fluxo aéreo (VEF1/CVF pós-BD < 0,70)

Espirometria

Espirometria ou prova de função pulmonar é o exame que mede o fluxo aéreo dos pulmões. É um exame considerado de fácil execução e indolor, realizado por um técnico certificado em espirometria e com laudo elaborado por um pneumologista.12

Quando solicitar o exame:

  • Sensação de falta de ar (por exemplo quando caminha rapidamente);
  • Tosse frequente;
  • Preocupação com a saúde dos seus pulmões (check-up;)
  • Seguimento de tratamento para uma doença pulmonar;
  • Tabagismo atual ou prévio;
  • Exposição ambiental: se trabalha em determinadas condições com maior potencial de causar doenças respiratórias (p. ex. asbesto, minas de carvão, sílica...).

TRATAMENTO

Gravidade da obstrução do fluxo aéreo2

Abreviações: VEF1 Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo; CVF Capacidade Vital Forçada.

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO3

  • Cessação do tabagismo*
  • Vacinação
  • Controle de comorbidades2

As comorbidades mais comuns da DPOC são as cardiovasculares.6

Como usar a medicação

Referências

1. Celli B, Fabbri L, Criner G, et al. Definition and Nomenclature of Chronic Obstructive Pulmonary Disease: Time for its Revision. Am J Respir Crit Care Med 2022.
2. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease (GOLD) 2024 Report. Acesso em: abril de 2024. Disponível em: https://goldcopd.org/2024-gold-report/.
3. Menezes AM, Jardim JR, Pérez-Padilla R, et al. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in Sao Paulo, Brazil. Cad Saude Publica. 2005;21(5):1565-73
4. Dados IBGE. https://educa.ibge.gov.br/jovens /conheca-o-brasil/populacao/18318-piramide-etaria.html#:~:text=A população acima de 30,anos%2C 4%2C9%25.
5. Queiroz M et al Int J Chron Obstruct Pulmon Dis . 2014 Dec 17;10:1-6.
6. Rabahi et al J. bras. pneumol. 38 (6) • Dec 2012
7. Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) – Jan/22 -Jan/23 (Bronquite enfisema e outr doenç pulm obstr crônic)
8. Professor Peter J. Barnes, MD. National Heart and Lung Institute, London UK.
9. SBPT, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Fumar ainda é o principal fator de risco da doença pulmonar obstrutiva crônica, afirma SBPT ao The Lancet. Acesso em: março de 2024. Disponível em: .
10. Leidy NK, et al. Ann Am Thorac Soc. 2014;11(3):316-325.
11. Kunisaki KM, et al. Am J Respir Crit Care Med. 2018;198(1):51-57.
12. J Bras Pneumol 28 (supl 3) – OUT/2002
13. Graul EL et al. Am J Respir Crit Care Med. 2024; 2. Patel D et al. Am J Respir Crit Care Med. 2024;209:A5970.
14. Kim V, Aaron SD. What is a COPD exacerbation? Current definitions, pitfalls, challenges and opportunities for improvement. Eur Respir J 2018; 52: 1801261

Material destinado ao público geral | BR-38354 | Fevereiro 2025