A DOENÇA
O carcinoma
hepatocelular
(CHC)é a malignidade
primária do fígado
mais comum1
Classificação dos cânceres primários de fígado1
CHC representa 85–90% dos cânceres primários de fígado1
Taxas de incidência do CHC por gênero2
CHC é mais comum em homens do que em mulheres2
CHC é o 5º câncer mais comum em homens e o 7º em mulheres3
Taxas de incidência do CHC por idade2
A incidência de CHC aumenta com a idade em todas as populações, alcançando seu ápice aos 70 anos de idade
Apesar dos avanços, novas estratégias de tratamento ainda são necessárias para o carcinoma hepatocelular (CHC) para prolongar a sobrevida e manter a qualidade de vida.4
Epidemiologia
Globalmente, o câncer de fígado é o sexto tipo de câncer mais comum e a terceira causa mais importante de mortalidade relacionada ao câncer em 46 países.8,9
Incidência:
6º tipo de câncer mais incidente no mundo, com 866.136 casos em 202010
Mortalidade:
3º tipo de câncer com mais mortes no mundo, com 758.725 casos em 202010
Fatores de risco e
causas do CHC8
Causas virais
- Hepatites B, C, D
Falhas de metabolismo herdadas
- Hemocromatose hereditária
- Porfiria cutânea tarda
- Deficiência de alfa-1-antitripsina
Fatores ambientais
- Aflatoxina
Transtornos metabólicos
- Obesidade
- Diabetes
- Síndrome metabólica
- DHGNA: doença hepática gordurosa não alcoólica
Outros
- Álcool
- Fumo
- Doença de Wilson
O CHC é uma neoplasia complexa e heterogênea, frequentemente associada a doenças hepáticas crônicas e o desenvolvimento de cirrose.
Seu desenvolvimento envolve fatores genéticos, epigenéticos e ambientais.
Adaptada de: European Association for the Study of the Liver. J Hepatol. 2018 Jul;69(1):182-236.2 Ghouri YA, et al. J Carcinog. 2017 May 29;16:1.11
Estudos recentes sugerem que, embora múltiplos fatores de risco estejam envolvidos nos casos de câncer de fígado:9
- 56% dos casos estão relacionados ao vírus da hepatite B
- 20% dos casos estão relacionados ao vírus da hepatite C
- 18% do impacto da doença está relacionado ao tabagismo
- 17% poderiam ser atribuídos, mundialmente, ao consumo de álcool
A etiologia da doença
de base está mudando ao
longo dos anos10-12
Prevalência de CHC, por etiologia da doença de base, em candidatos em lista de espera por transplante
Múltiplos mecanismos de evasão
imunológica foram identificados
no CHC13
CHC pode ser candidato para
terapias imunoestimulatórias14
Sinais e
sintomas
A maioria dos pacientes com CHC é geralmente assintomática, mas pode apresentar sintomas relacionados à doença hepática crônica.15
- Perda de peso
- Febre
- Inapetência
- Saciedade precoce
- Diarreia
- Desconforto e distensão em abdômen superior
Suspeita-se de CHC nos casos de descompensação hepática aguda com desenvolvimento de:15
- Ascite
- Encefalopatia
- Icterícia
- Hematêmese
Diagnóstico16
Triagem
As opções mais comuns de triagem para o CHC incluem a ultrassonografia de abdômen e a testagem de alfafetoproteína (AFP). Vários estudos mostraram que a vigilância precoce pode melhorar a sobrevida global.
Além da AFP, outros biomarcadores podem ser utilizados, tais como a alfafetoproteína reativa à aglutinina Lens culinaris (AFP-L3), proteína sérica de Golgi 73 (GP73) e dex-gama-carboxiprotrombina (DCP). Hoje se reconhecem os benefícios do uso de vários biomarcadores em conjunto para maior precisão na identificação do CHC.
Modalidades de
diagnóstico e
biomarcadores
As modalidades de diagnóstico para o CHC incluem a tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia, além da biópsia. A biópsia é fortemente recomendada antes de transplantes com achados de imagem incertos, pois apresenta especificidade e valor preditivo positivo de 100%, apesar da sensibilidade de 66% a 93%, dependendo do tamanho da agulha e do nódulo.
A avaliação genética do CHC mostrou mutações nos genes TP53, RUNX1 e JAK3. Estudos estão começando a elucidar outras mutações frequentes no CHC, como mutações em ARID1A, ARID2 e KMT2 e deleções em AXIN1, JAK1, LRP1B, PIK3CA e PTEN. O maior conhecimento e compreensão das mutações que levam ao CHC poderá permitir o desenvolvimento de terapias direcionadas a essas alterações no futuro.
SUBTIPOS
Doença localizada17
Tumores potencialmente operáveis ou transplantáveis
O paciente está saudável o suficiente e o CHC pode ser completamente removido cirurgicamente ou tratado com transplante hepático.
Tumores inoperáveis
Tumores não disseminados para os linfonodos ou órgãos distantes, mas que não podem ser completamente removidos por cirurgia de forma segura.
Tumores inoperáveis com doença local
Tumores pequenos e em local passível de ressecção, mas o paciente não tem condição de saúde para se submeter à cirurgia de forma segura.
Doença metastática17
Tumores avançados (metastáticos)
Disseminação dos tumores para os linfonodos e outros órgãos. Os tumores avançados, na sua maioria, não são operáveis.
Tratamento18
A diretriz de tratamento do carcinoma hepatocelular apresentada pela Barcelona Clinic Liver Cancer (BCLC) em 2022 está apresentada abaixo.
Para mais informações
- Sobre o tratamento do câncer de fígado localizado, clique aqui
- Sobre o tratamento do câncer de fígado metastático, clique aqui
- Sobre este e outros temas médicos, visite: https://www.azplay.com.br/ e https://www.medicalinformation.com.br/