#ConhecerParaVencer: conheça nosso white paper sobre mutações genéticas
Nas últimas semanas, demos início a uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama, nomeada #ConhecerParaVencer e com o intuito de incentivar a sociedade civil a buscar conhecimento sobre a doença.
Em 2020, a estimativa de câncer de mama ultrapassou a do câncer de pulmão como o tipo de tumor mais comumente diagnosticado no mundo, de acordo com estatísticas divulgadas pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, 2020)¹. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)², excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões. Inclusive, para o ano de 2022, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres³.
Acreditando que podemos contribuir com o conhecimento da sociedade civil sobre como detectar e até mesmo proceder em relação ao tratamento do câncer de mama, criamos uma página em nosso portal voltado aos pacientes, cuidadores e interessados pelo tema, o Faz Bem, que será o repositório de todo o nosso conteúdo sobre a campanha. Por lá, é possível encontrar as principais informações sobre diagnóstico, estadiamento, mutações genéticas, subtipos moleculares e questões de bem-estar que serão publicados ao longo desse e dos próximos meses.
Dessa forma, convidamos você, profissional da saúde, a divulgar para seus colegas, pacientes, cuidadores e interessados pelo tema, a página e seus conteúdos: https://materiais.programafazbem.com.br/conhecer-para-vencer e fazer parte dessa jornada de conscientização com a gente.
Além disso, também gostaríamos de divulgar nosso mini paper sobre mutações genéticas. Ainda que mutações germinativas em genes de predisposição hereditária ao câncer são responsáveis por cerca de 5%-10% de todos os casos diagnosticados de câncer de mama4, a história familiar é um fator de risco importante para o surgimento da doença.
De acordo com informações do INCA4, cerca de 25%-50% das mutações genéticas que levam à predisposição hereditária ocorrem nesses genes supressores de tumor BRCA1 e BRCA25,6 e o risco de desenvolvimento de câncer de mama ao longo da vida em mulheres com mutação nesses genes é de 65%-79% e 61%-77%7, respectivamente. Também podem aumentar a chance de desenvolvimento do câncer de ovário, que pode subir para 20-25%7, caso seja identificada a mutação do gene BRCA2, ou de 40-45%7 se identificada no gene BRCA1.
Por isso, a avaliação do DNA é muito importante porque contribui na identificação de alterações que podem ter relação com diferentes tipos de câncer. Quando já existem tumores, o exame genético ainda pode ser feito com o objetivo de encontrar o melhor tratamento para cada caso8.
Vale ressaltar, ainda, que a maioria das associações médicas recomenda que as mulheres que não apresentam fatores de risco adicionais, como histórico familiar de vários casos de câncer de mama ou de ovário e mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, façam uma mamografia todos os anos a partir dos 40 anos de idade9.
Além do mais, o estilo de vida também está cada vez mais associado ao risco de desenvolvimento de câncer de mama, portanto, manter um peso adequado, alimentar-se de forma saudável e evitar o consumo de bebidas alcóolicas, é fundamental. Aquelas que apresentam fatores de risco genéticos anteriormente mencionados, devem realizar a primeira mamografia em idade mais precoce, aos 25 anos, e fazer o acompanhamento em intervalos mais curtos, de acordo com orientação médica. Nesses casos, é recomendável adicionar à mamografia uma ressonância nuclear magnética das mamas, exame mais sensível para detectar nódulos9.
Para saber mais e compartilhar com seus colegas, pacientes, cuidadores e interessados pelo tema, baixe o material aqui: https://materiais.programafazbem.com.br/conhecer-para-vencer
Continue acompanhando a campanha e faça parte desse movimento de conscientização com a gente!
Fontes:
1. OMS. Câncer de mama agora forma mais comum de câncer: OMS tomando medidas. Disponível em: . Acesso em: 5 jul 2022.
2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Incidência. Disponível em: Acesso em: 6 jul. 2022.
3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Estimativa 2020: incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2019a. Disponível em: https://www.inca.gov.br/estimativa/taxas-ajustadas/neoplasia-maligna-da-mama-feminina-e-colo-do-utero Acesso em: 6 jul. 2022.
4. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rede Nacional de Câncer Familial – Manual Operacional. [Internet] Rio de Janeiro: Inca. Disponível em: Acesso em: 6 jul. 2022.
5. Nielsen FC, van Overeem HT, Sorensen CS. Hereditary breast and ovarian cancer: new genes in confined pathways. Nature Reviews Cancer. 2016;16(9):599-612.
6. US Preventive Services Task Force. Risk Assessment, Genetic Counseling, and Genetic Testing for BRCA-Related Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2019;322(7):652-65.
7. Kuchenbaecker KB, Hopper JL, Barnes DR, et al. Risks of breast, ovarian, and contralateral breast cancer for BRCA1 and BRCA2 mutation carriers. Jama. 2017;317(23):2402-16.
8. FAZ BEM. Teste genético: como funciona e quem deve fazer?. Disponível em: . Acesso em: 6 jul. 2022.
9. INSTITUTO VENCER O CÂNCER. Câncer de mama | Prevenção. Disponível em: . Acesso em: 28 jul 2022.
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